Lucano acordou de seu sono rotineiro com uma sensação diferente: frio no estômago, coceira nos pés, mãos inquietas - era seu aniversário. Essa é uma data que nunca se sabe o que pode acontecer, mas que - diferente de qualquer outra (exceto talvez o ano novo) - sempre remete à esperança de que algo diferentes, especial vai ocorrer. Finalmente, chegara aos dezesseis anos. Seu dia foi festivo e ninguém deixou passar a comemoração da data: sua mãe, inclusive, lhe preparou um delicioso bolo de cenoura, com o qual deliciou-se.
Já chegava o final do dia e Lucano estava em seu quarto, após o jantar, estudando, quando seu pai bateu na porta e entrou.
- Lucano, gostaria de conversar algo contigo. - o filho assentiu com a cabeça - Chega uma idade em que os meninos precisam se tornar homens. E o papai acha que tu já estás pronto para te tornares um homem. Concordas, filho?
- Não sei, pai... quando estamos prontos para nos tornarmos homens?
- Hoje vou te levar a um local para comemorarmos teu aniversário e teres a oportunidade de te tornares um homem. Como amanhã não tens aula, pois é sábado, não tem problema em não dormires cedo. Vai, te arruma que estarei esperando lá embaixo.
- Pai, tornando-me um homem, poderei ser padre?
- Pare com essas tolices, Lucano! A partir de hoje, deixarás essas bobagens de lado e aprenderás a ser um homem como o papai.
- Tá, e a mamãe irá junto conosco?
- Não, onde iremos só homens podem ir.
- Não sei se quero ir, pai...
- Guri, te arruma e não questiona!
(quer que a puta ame ele, nao deseja sexo vazio)
um menino de 16 que vai a uma prostituta e pergunta por que ela não pode ser só dele
ela não é capaz de amá-lo?
ele não merece seu amor?
ele não pode ser único?
(Capítulo não finalizado de um romance abandonado pelo autor. Capítulo anterior: http://acnaila-ad-acra-a.blogspot.com.br/2013/06/capitulo-ii-um-cobertor-de-estrelas.html)
