quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Filosofia

Como ser tão forte e tão fraco ao mesmo tempo?
Desafia-me compreender isso como algo que representa a natureza humana.
Ou a natureza é paradoxal, ou pareço o que não sou - a mim mesmo.

Como aceitar que o outro sabe mais sobre mim do que eu próprio?
Desafia-me compreender isso como algo que representa o autoconhecimento humano.
Ou o autoconhecimento é repleto de incertezas, ou os outros sabem mais sobre mim do que eu mesmo.

Como compreender o motivo do tempo mudar tão drasticamente as pessoas?
Desafia-me compreender isso como algo que representa a história humana.
Ou a história é um caminho sem destino, ou o caminho em nada faz sentido palpável ao intelecto do homem perante o destino.

Surpreende-me que filosofar pareça tão penoso aos outros, enquanto que para mim complete a existência e preencha um vazio que naturalmente humano é.
Resigno-me em privar a mim minhas divagações para que os outros não me vejam como solitário, triste e egocêntrico. Isso porque a filosofia geralmente me apetece quando me sinto sozinho, com tristeza e egocentrismo - as dúvidas geralmente surgem quando somos confrontados com verdades incompreensíveis -, mas de maneira nenhuma representa meu eu como um todo. Um momento não deve definir uma existência, por mais que um curto período como esse de fato possa influenciar todo o resto da vida.
Filosofo. Calo-me. Adentro em mim mesmo e guardo para mim minhas conquistas.
Há momentos em que melhor é ser individualista, a prejudicar os outros com suas boas intenções.