Há um tempo bonito lá fora, minha carreira profissional está prestes a chegar ao seu auge do momento atual, meus melhores amigos estão presentes, minha família está em paz e compreensiva.
Mas falta algo.
E não só esse último afeto que de mim se afastou. Mas também alguns outros que há tempos abandonaram meu caminho.
Todos fazem falta.
E fazem falta além das emoções, sentimentos, e razão, inclusive. Fazem falta para o meu espírito, pelas quais estava ligado de alguma forma, sob alguma coisa que transpassa aquilo que hoje eu posso conhecer como verdade absoluta.
E é por isso que meu coração soluça, caminhando pelo centro da cidade, andando de bicicleta na ciclovia à beira-mar, dançando sozinho em casa, escovando os dentes, dormindo.
Soluça sem parar, tentando fazer assim com que alguém ouça suas batidas.
Ouça-as.
Ouça-o.
Ouça-me.
Porque quero ouvi-lo também. Quero conhecê-lo ainda mais. Quero viver contigo como tiver de ser, e não como eu queria, ou como tu desejas.
Há um destino que transpõe em sua essência nossa compreensão e por ação do qual nos unimos por uma noite. E por ação do qual reuniremo-nos mais outras.
Não resista.
O que há de ser, será.
Não espere.
Quando antes for, melhor.
Não me deixe.
Tu me faz falta.
E termino pensando... tudo isso te conhecendo tão pouco. "Tudo isso", digo: tanto carinho, tanta compaixão. Imagine se nos déssemos a possibilidade de vivermos por mais algumas noites ao longo de nossas vidas? Quão alto poderíamos chegar?
Eu errei, faz parte. Se esperavas perfeição de mim, eu era a pessoa menos capaz de alcançar tuas expectativas. E por isso eu não vou dar mais passos, vou deixar o destino me levar. Ele sabe o que faz.