segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fantasma de Ouro



Era dezembro de 1991, os moradores de Brightville, cidadezinha no interior de Nevada(EUA) com descendência brasileira estavam fugindo para longe de sua cidade pela ameaça de um fantasma.
Mas os “centrais”, João, Jorge, Gabi e seu cachorrinho, Bandit, que tinham esse apelido por morarem no bairro Central da cidade, não acreditavam em fantasmas, e estavam decididos a investigar por conta própria esse mistério para provar que fantasmas não existem.
Estavam reunidos na casa de Gabi, saboreando a bolachinha deliciosa que só sua mãe, dona Marta fazia, quando decidiram conversar sobre esse mistério do fantasma.
 - Gente, é ridículo esse papo de fantasma! – disse João – Deve ser alguém querendo brincar com o pessoal da cidade, não é possível!
 - Tudo bem, mas como vamos provar isso, galera? – perguntou Jorge aos outros centrais à espera de uma resposta.
 - Ai, é fácil gente! É só a gente começar a investigar esse mistério! – falou Gabi demonstrando facilidade para responder à pergunta de Jorge.
 - Então, vamos ter que pensar, onde podemos começar a investigar? – perguntou Jorge.
 - Temos que iniciar nossas investigações onde tudo começou...! – disse João.
 - Isso mesmo João, mas onde? – perguntou Gabi.
 - É claro! A fazenda abandonada de dona Maria! – respondeu João após alguns minutos de pensamento.
 - Quando começamos? – perguntou Jorge entusiasmado.
 - Por mim, agora mesmo! Tudo bem para vocês? – respondeu João.
 - Tudo! – responderam animados Gabi e Jorge ao mesmo tempo.
Então foram correndo para a fazenda abandonada da dona Maria, passaram pela praça do centro do bairro, passaram pelo cinema da cidade, pela sorveteria DiBoa, e entraram no bairro Velho, após 15min de caminhada, finalmente conseguiram chegar.
 - Ufa! Nunca pensei que uma cidadezinha como BrightVille poderia ser tão grande... – brincou Jorge.
 - Então... Homens primeiro! – falou Gabi apontando para a fazenda.
 - Vamos gente, não podemos perder tempo! – disse João, que correu para a fazenda abandonada, logo seus amigos atrás seguindo ele.
Quando chegaram à fazenda, já cansados, sentaram numa pedra que estava ali, onde cabiam todos. Após descansar um pouco em silêncio, haviam percebido que estava faltando alguém.
 - Gente, alguém viu o Bandit? – perguntou preocupada Gabi.
 - Meu deus, cadê o Bandit! – exaltou-se Jorge.
 - Ai, ele deve ter ficado no caminho! – disse Gabi tentando achar uma explicação para o ocorrido.
 - Fazemos assim, vamos investigar o local e depois, vamos atrás do Bandit, não devemos demorar muito tempo aqui. – disse João.
 - Ai não! Coitadinho do Bandit está perdido por essa cidade, com o perigo de ter um fantasma! – disse Gabi, preocupada com Bandit, e já perdendo a razão.
 - Gabi, vai ver não tem nada de mal acontecendo, só ele se perdeu no caminho, e ele é esperto o bastante para nos achar! – tranqüilizou Jorge.
 - Vamos investigar a fazenda gente, não podemos perder tempo! – disse João.
E eles vasculharam toda fazenda à procura de alguma pista para o mistério. Olharam primeiro nas margens do rio que ficava do lado da fazenda, não tinha nada, olharam o casebre, e só acharam aranhas e lagartixas que fizeram os cabelos de Gabi arrepiarem, que logo se recuperou dos sustos. Agora só restava para investigar é o estábulo.
 - Ai gente, vamos embora! Não tem nada aqui... – desabafou Gabi apavorada com os insetos e constrangida por não terem encontrado nada.
 - Ei gente, ainda falta o estábulo! – disse João apontando para aquela estrutura abandonada e com telhas caídas.
Logo correram para lá, e entraram naquele estábulo, que por dentro, estava escuro, mas muito mais preservado que o casebre, não encontraram nenhuma teia de aranha sequer.
 - Ai que beleza, nenhum inseto nojento! – disse feliz Gabi.
 - Olha, é uma pista, enquanto o casebre estava infestado de insetos e totalmente abandonado, o estábulo está intacto por dentro, sem nenhum bicho sequer. – analisou João.
Logo após a última letra dita por João, a porta do estábulo fechou, deixando os centrais na penumbra.
 - Gente, não enxergo nada! – disse Jorge.
 - Quem fechou a porta? – perguntou Gabi.
 - Calma, vou pegar minha lanterna na mochila. – disse João, sempre com sua mochila cheia de artefatos de detetive.
Quando João acendeu a luz da lanterna, achou Jorge e ouviu um grito de Gabi.
 - Gabi, você está bem? – gritou Jorge preocupado.
 - Sim, cai aqui no chão, podem me ajudar? – respondeu Gabi, que tinha tropeçado numa caixa.
João posicionou a lanterna de forma que Jorge pudesse enxergar Gabi e ajudá-la, e aí reparou naquela caixa onde Gabi havia tropeçado. Era uma caixa preta com um desenho de uma barra de ouro estampado em um dos lados do objeto, e abaixo da figura, uma sigla: G.O.L.D. Após Gabi se levantar e se recuperar do tombo, João correu para a porta, onde ele a abriu e o estábulo se encheu de luz, não precisando mais da lanterna.
 - Gente, olhem para essa caixa! – disse João apontando para o objeto.
 - Que estranho, ela parece ser novinha, vamos abri-la? – disse Jorge.
Quando abriram a caixa, acharam vários frascos cheios de pó branco, João pegou um deles e logo os centrais foram para fora do estábulo.
 - Já temos uma pista, mas o que será que é esse pó branco... – disse Jorge.
 - Acho que já está na hora de irmos para casa, já é meio-dia! – lembrou Gabi.
Então eles foram para o bairro Central, onde se dirigiram até a casa de Jorge.
 - Gente, almocem todos aqui, minha mãe já deve ter preparado o almoço! – convidou Jorge – E depois vamos procurar Bandit, concordam?
Gabi e João aceitaram e logo foram almoçar o feijão com arroz e o bife que normalmente era o prato principal naquela cidadezinha estadunidense com descendência brasileira. Após almoçarem, os centrais foram para frente da casa de Jorge, ficar na varanda e discutir sobre o mistério.
 - Pessoal, hoje ainda temos tempo para duas coisas: falar com o nosso professor de química para ver se ele consegue descobrir o que é esse pó, e depois disso, ir atrás do Bandit. – disse João.
 - Então vamos logo! - disse Jorge entusiasmado.
 - Ai gente, eu vou dar uma volta, não estou me sentindo muito bem... – falou Gabi ainda muito triste com o desaparecimento de Bandit.
 - Ei Gabi, não se preocupe com o Bandit, logo ele aparece por aí... E é só a gente entregar este frasco para o professor de química que já vamos procurar ele. – disse Jorge entendendo a situação.
 - Vocês podem ir, eu só queria ficar um pouco sozinha, estou muito abalada...
 - Gabi, a gente vai indo, qualquer coisa, sabes que estaremos no laboratório de química com o professor Saulo, melhoras! – disse João.
 - Até mais! – se despediu Gabi.
E os dois foram para o laboratório, enquanto gabi ficou ali para pensar um pouco em tudo que esta acontecendo. Já no laboratório de química da escola, os garotos foram até o professor de química, Saulo, para perguntar sobre o frasco.
 - Olá professor! – disse João e Jorge ao mesmo tempo.
 - Ah! Olá meninos... Como andam as férias? – saudou o professor.
 - Bem... – responderam todos receosos. – Na realidade professor, a gente veio aqui para ver se o senhor pode nos dizer o que é esse pó. – mostrou João.
 - Claro que posso analisar ele para vocês, mas vai demorar uma semana. – falou o professor Saulo.
 - Você não pode fazer isso mais rápido? – perguntou Jorge.
 - Posso tentar Jorge, mas só posso dar a garantia de que irei fazer o possível, tudo bem? – disse o professor.
 - Tudo bem então, aguardamos o resultado! – respondeu Jorge.
 - Tchau, obrigado! – se despediu Jorge e João.
Logo saíram do laboratório e foram para a sorveteria DiBoa chupar o picolé mais famoso da cidade, o de morango com pedacinhos da fruta. Já na sorveteria eles conversavam enquanto chupavam o picolé.
 - Tomara que os resultados sobre o pó branco saia logo para a gente descobrir se tem alguma relação com o fantasma! – disse ansioso Jorge.
 - Depois daqui acho que poderíamos ir tentar achar a Gabi, ela deve estar por aí tentando achar Bandit... – refletiu João.
 - Vamos indo agora, já estou quase terminando! – disse Jorge.
 - Então vamos!
Foram caminhando devagar pelo centro da cidade em busca de Gabi, o picolé acabou, o sol estava se escondendo, os passarinhos começavam a cantar quando eles vão descansar na varanda da casa da amiga e encontram um papel:
 “ Um entre outros, um na multidão, como um qualquer, sozinho no escuro, escondido de dia, quem sou eu? “ Fantasma de Ouro.
- Jorge, o que será que ele quis dizer? Por que ele deixou esse papel aqui na varanda da casa da Gabi? O que será que ele quer?
- Olha João, preciso descansar um pouco, dar uma refletida, é muita coisa em pouco tempo, sugiro a gente ir dormir e amanhã cedo, ir em busca desse fantasma que amedronta a tantos, e se mostra a poucos.
- Tá bom então Jorge, boa noite! – se despediu João.
- Tchau!
E os dois vão para suas casas, dormir na noite de lua cheia, com os grilos quietos, escondidos do perigo e os cães uivando. Ao amanhecer do dia, Jorge acorda após um pesadelo e liga para João para contar o fato.
- João, você não vai acreditar no que eu sonhei! – disse ao telefone Jorge.
- Jorge, são oito da manhã, não queres esperar dar dez horas? Estou morrendo de sono! – apelou João.
- É importante! Aliás, estou te esperando aqui em casa para tomar café da manhã e eu te contar como foi meu sonho e o que isso representa para nossa aventura!
João acordou, tomou banho, se ajeitou e quando estava indo para a casa de Jorge, três casas distante na mesma rua, achou o colar com um pingente de cristal que ele e Jorge haviam dado à Gabi no dia em que sua avó morrera, ele pegou o colar e continuou seu pequeno trajeto. Chegando na casa de Jorge, tocou a campainha e ninguém respondia, então tomou a liberdade de entrar. Encontrou o café da manhã preparado e servido em cima da mesa, gritou pelo nome de Jorge e ninguém respondeu, então resolveu subir as escadas e ir ao quarto do amigo. Quando abriu a porta viu o amigo se derramando em lágrimas olhando para uma foto, que olhando mais de perto João percebeu que era de sua mãe.
- Jorge, sinto muito... – disse João.
 - João, ela me mostrou uma coisa no meu sonho! –disse Jorge.
 - O que exatamente?
 - Ela estava me guiando pelo cemitério da cidade, puxava minha mão como fazia quando estava viva, até que parou numa lápide, a de Auríder Lamparin. Ela me falou alguma coisa que não me lembro e me mostrou o colar com o pingente de cristal que a gente havia dado a Gabi quando sua avó morrera, e jogou este para longe, muito longe. Será que o fantasma existe mesmo?
 - Isso eu não sei, mas aqui está o pingente. – mostrou João.
 - Onde estava?
 - No caminho da minha casa para a sua!
 - João, o que será que isso significa? – perguntou assustado Jorge.
 - Só saberemos a resposta da sua pergunta continuando com as investigações. – disse João.
 - Aonde vamos agora?
 - Deixe-me pensar...começou na fazenda abandonada, depois... Samantha desapareceu no banheiro das meninas no colégio!
 - Então vamos até o colégio, João!
E os garotos foram até o colégio Minerva para tentar encontrar mais alguma pista do fantasma. Ao chegar no colégio, toparam com o professor de química, Saulo.
 - Ah! Olá meninos. – falou Saulo – Andei dando uma olhada no frasco que vocês me entregaram, e o pó branco contido dentro tem substâncias que indicam transformação na cor, mais alguns dias e irei identificar o que realmente é isso.
 - Obrigado professor! Aliás, será que você sabe por onde anda a diretora Evans? – perguntou João.
 - Ela está na sala dos professores, meninos, houve outro aparecimento do fantasma, quem sumiu foi Haira Maggins, a loira da sétima B. – disse o professor.
 - João, acho que antes mesmo de nós irmos falar com a diretora, temos que ir à biblioteca, fazer uma relação das pessoas desaparecidas. – disse Jorge.
 - Isso mesmo! Tchau professor. – disse João.
 - Tchau meninos!
E os dois foram para a biblioteca do colégio que estava vazia, só estava a bibliotecária “Sra. Rabugenta”, a professora Isabel.
 - O que os dois fazem aqui? – perguntou sarcasticamente a professora.
 - Viemos ler livros de literatura inglesa, Rabu. – mentiu Jorge.
 - Eu já disse para pararem de me chamar de Rabu, o que é isso? Seus pestes... o que vocês estão tramando? Ah, eu vou descobrir... – disse Isabel nervosa.
 - Com a sua licença Isabel, gostaríamos de nos dirigir até a mesa do canto da biblioteca e ler livros de literatura inglesa. – falou educadamente, mas sarcasticamente João e os dois foram se sentar.
 Já na mesa de canto, eles pegaram um papel com pauta e começaram a pensar nos fatos importantes dessa aventura.
 - Bem, a primeira aparição do fantasma ocorreu na fazenda abandonada, mas quem desapareceu primeiro foi Bandit, seguido da Gabi, depois Samantha desapareceu no banheiro do colégio e por último, Haira Maggins, mas onde ela sumiu? – disse Jorge.
- Ouvi o Max comentando que ela havia desaparecido depois do treino de vôlei, no vestiário do colégio.
- Jorge, você percebeu que, com exceção de Bandit, todos os desaparecidos são meninas de 14 anos?
- Mas deve ter algo escondido... algo me diz que devemos falar com a diretora agora mesmo!
E os dois correram para a sala dos professores, e encontraram a diretora Evans com seus olhos azuis de gata siamesa, capaz de conquistar o olhar de qualquer um, diferente de outras diretoras, era loira, jovem e ágil, em seus trinta anos de idade já se formou em química, trabalhou na escola de professora e conseguiu virar diretora do colégio mais importante da cidade.
 - Olá Jorge e João, tudo bom? – disse a diretora.
 - Oi diretora Evans, eu e o Jorge viemos falar com você sobre o desaparecimento de nossas amigas de classe Samantha e Gabi, além da menina da sétima B, Haira Maggins. – disse João.
A diretora ficou meio trêmula aos meninos tocarem no assunto, mas não abriu mão de contar-lhes o que sabia.
 - Meus queridos alunos... É uma série de desaparecimentos, não se sabe ao certo o que está ocasionando isso, mas boatos dizem que é um fantasma.
 - Sabemos disso diretora, mas o que estamos querendo descobrir é onde Haira Maggins sumiu, e qual a relação com os outros desaparecimentos! – disse João.
 - Haira sumiu no laboratório de química, após a aula do professor Saulo

(O romance foi abandonado antes de ser finalizado.)

Vidas Opostas



Olho nos teus olhos
Consigo ver o que quero
Amor, sentimento
Algo que não me transmitia como queria
Como seres que mostram nos olhares
Tanto amor, tanto sentimento
Podem ter vidas tão opostas?
Dói muito quando preciso de você
E você não pode estar comigo
Dói demais quando preciso ouvir te amo
E você parece estar mudo
Preciso ver, ouvir e sentir o que sentes por mim
Estou inseguro, mas assim que é amar,
Sou amado?
Quero que me digas e prove isto da melhor forma
Com seu carinho, atenção, amor
Preciso que você me diga que sou seu
E que és meu
Ou fico inseguro no que fazer,
No que falar, no que ouvir
Preciso que demonstre seu amor da melhor forma
Mas...vidas opostas
Tanto amor e tanta dor
Falta tempo, atenção e dedicação
Sei que não é escolha, mas obrigação
Sabes que me incomoda
Também sei que não podes fazer nada
Por isso digo...vidas opostas!
O que fazer?
Apenas faça aquilo que pensas
E não te esqueças...
Eu te amo!

A Espera do Sol



Perdido no escuro do mundo
Perdido num caminho difícil
Eu tento andar
Mas pareco estar no mesmo lugar
Eu tento mudar
Mas sou sempre o mesmo
Nesse trajeto,
Caminhar, caminhar, caminhar.
Sei que não sou o único
Mas eu sofro, e como!
Aquele ponto em que
Não se consegue realizar nenhum sonho...
É o preço que se tem
Por atrasar um aprendizado
Fugir, se esconder
Estar sempre do outro lado.
É tão ruim sofrer
Aceitar, sem conseguir viver
Voce tenta mudar
E disso tudo um aprendizado tirar
Perdido no escuro do mundo
Sem conseguir sair
Sofrer, chorar
Entender, aceitar
Por mais que leia
Mude, compreenda
Aquilo te persegue
Até mesmo na sua tenda
Sei que um dia
Voltará o amanhecer
O Sol novamente irá brilhar
Para os meus olhos encantar
A luz, o calor
O Sol com sua suavidade e amor
Despertando novamente
O sentimento de mudança
Alimentando a esperança
Um dia melhor está por vir
É só acreditar e servir
O momento certo esperar
Pois esse dia irá chegar
Dia renovado
Onde o Sol irá brilhar
Energizar, ensinar
E, no escuro, não irei mais estar.

Um Sonho de Amor



Andando pelas ruas,
Beleza imensurável apareceu
Atraiu minha atenção
E conquistou meu coração.

És tu, minha princesa.
Conquistou meu reino
Só com o brilho do teu olhar
E a ti agora, resta-me amar.

És a mais bela,
És a mais doce.
Superas as famosas,
As ricas, as rainhas.

Quando citou meu nome
Meu coração explodiu
Quando escondido beijou,
O pulsar, mil vezes aumentou.

Gesto simples e rápido
Mas que ao meu coração
Fortemente tocou
E logo exalou muita emoção

Sozinho sem nada falar
Ria, cantava e... sonhava.

Todo esse paraíso
Então real não era.
E você, minha bela
Viu seu príncipe,
que voltou a ser fera.

Experimente fazer
Como a historia diz
Beije o sapo,
Príncipe virará
e te tornara feliz.

Levarei-te às nuvens,
A planetas distantes
Galáxias, dimensões paralelas
Aonde queiras ir
Para pelo menos
Somente para mim, sorrir.

A luz do meu amor
facilmente não se apagará
Pois espero que
Nada nos separe!

Unidos pelo fio invisível
Que eu teci com o amor
É isso que sinto
Agora só falta você
Ofertar sua flor

E assim dançarmos,
Usufruir deste momento
Como se fosse eterno
Um beijo, só um, bem lento.

Sei que não queres,
Sei que não me amas.
Mas estou aqui a te olhar,
A sempre te admirar.

E você sem nem saber
Imaginar mil coisas
Todas tolas,
Pois a única verdade é o amor

O amor é a ligação,
O sentimento que levará à união.

Um dia acredito,
Você vai saber
E, a mim,
Vai escolher.

Te amo, doce mulher
Dança comigo essa noite
E aproveita a lua cheia
Pois tudo é possível, creia.

O Amanhecer de um Novo Dia



Noite de lua nova passou
Onde a escuridão predominava
E a chuva caia
Amanhece um novo dia
Vejo o Sol alegre, radiante.
E vejo pouco a pouco os vestígios da noite irem passando
As gotas da chuva evaporam,
Os raios da esperança aparecem novamente
E iluminam o caminho que devo seguir,
O caminho para a felicidade
Onde o amor é a minha água
Que cura minha sede neste longo trajeto
E meu alimento é você
Que agora ao meu lado,
Me faz prosseguir
E ver que depois da noite de lua nova,
Sempre há um amanhecer, junto de você.

A rosa não tem face.



O amor às vezes nos confunde
Várias faces, vários olhos
Incerteza na mente
Mas que a gente sente

Sorrir, cantar
Para assim poder,
O nosso amor exalar

Suave perfume
Que sinto na brisa
Lindo rosto
Que agora brilha.

Tudo é bonito,
Tudo encanta.
Vem aqui agora
E me convida para essa dança.

E assim dancemos juntos
Essa música perfeita
Que soa em meus ouvidos
Toda vez que te vejo
E me dá uma vontade de roubar-te um beijo.

O amor muda,
A gente sente.
Tudo sempre fica diferente
Para confundir nossa mente.

Para Sempre



Contigo sempre vou estar
Porque a ti eternamente vou amar
Sua mão, seu carinho
Sua boca, seu beijo
Nunca irei esquecer
O toque, o gosto
O calor que vem a mim
Me faz sempre pensar que não tem fim
Algo tão belo e feliz
Jamais morrerá
E cada dia que passar
Mais forte estará
Para eu sempre desfrutar
Da felicidade
De ao seu lado estar.

Amor Platônico




Quando te conheci
Vi como e quem você é
Não imaginava que seria quem eu quero
Mas a força do momento falou mais alto
Me vi obrigado a gostar, a amar você
Como eu te quero!
Como você me quer?
Me queira ao seu lado,
Eu preciso de você
Você me confunde
Mas você me completa
Um amor tão impossível
Mas tão querido!
Quero beijar você
Quero amar você
Você é o que eu quero
Você é quem eu preciso
Me queira ao seu lado,
Eu preciso de você
Preciso de você para conversar
Preciso de você para brigar
Você agora é meu Sol,
Quando tempos atrás
Pensei que era apenas uma simples estrela.
Desculpe-me, conheça-me
Venha para os meus braços:
Quero viver uma aventura...
Quero viver contigo
Um amor platônico.

Alienação



Mundo burro, pobre
Não olha, ou não quer ver
A pessoa pensa saber
Mas só sabe o que não existe
Olha-se pela camada,
Mas não pelo núcleo
Acoberta o culpado
E o inocente é preso
Mundo burro, pobre
Pobre de consciência
Pobre de vida
Pensa que se tem
Uma roupa bonita já é popular
Mas na realidade,
Cria uma consciência de superior
Que o deixa cada vez mais isolado
Alienado
Vê por fora,
Ao invés de ver por dentro
Fecha seus olhos ao que está à sua volta
E só vê o que dizem
Burro,
Ignorante,
Alienado!

domingo, 26 de agosto de 2012

O Valor das Pessoas



Algumas pessoas simplesmente não compreendem por que eu dou valor a toda criatura que passa pelo meu caminho, mesmo sabendo que algumas aparentemente não valem nada.
Em primeiro lugar, acredito que todos têm seu valor, por menor que seja.
Em segundo, sou assim por autopreservação. Se não há alguém com valor nesse mundo, se todos não prestam nem um pouco, se a superficialidade move as pessoas, bom... eu não deveria dar valor a ninguém. E agindo dessa forma, eu também passaria - uma hora ou outra - a não ter valor nenhum. E eu me recuso a ter uma vida fútil e superficial, me recuso a ser um qualquer zé ninguém, sem valor, sem amor, sem sinceridade com a vida e com os sentimentos próprios e alheios.
Compreendem, agora? Se eu passar a não dar valor, assim, eu vou me destruir.
Fora que eu acredito, sim, que haja pessoas de valor - algumas com muito!! - por aqui... Como seria se eu me enganasse e a uma pessoa dessas eu não desse valor nenhum?
Eu jamais me perdoaria por dar a alguém menos valor do que essa pessoa mereça.
Logo, prefiro me decepcionar, e diminuir aos poucos o valor que dou a certas pessoas, do que simplesmente não esperar nada de ninguém.
E, por fim, acredito na força do valor que depositamos nas pessoas. O amor, o carinho, a dedicação, tudo isso é capaz de transformar. Algumas pessoas simplesmente são o que são porque nunca realmente foram amadas ou compreendidas. Quero dar a chance de isso acontecer a (ao menos, algumas d') elas.
Por isso, então, eu dou valor a toda criatura que passo pelo meu caminho: por amor a mim, e por amor a ela.

Medo



Texto muito bom, escrito por um amigo. Fiz questão de postar no meu blog.

"Por várias vezes, neste mesmo blog, eu falei sobre morte, sobre desafios, escolhas e eventos de minha vida. Mas nunca eu tirei um tempo para falar de algo um pouco mais íntimo e que desvenda um pouco mais sobre minha própria personalidade.
Seres humanos sentem medo, é natural, é o instinto falando. Sem o medo, seríamos inconsequentes. Alguns temem o escuro, outros temem os mortos, pessoas temem pessoas... São características que nos definem, que moldam nosso jeito de ser e como reagimos a certas circunstâncias.
Vocês bem sabem que da morte eu não tenho medo. Chegará minha hora e devo aceitar, apesar de que ficarei muito triste pelos que possam sofrer minha perda. Realmente isso me deixa nervoso, mas não com medo.
Mas então, serei eu um destemido corajoso que não teme nada? Não. Aliás, acredito ser impossível uma pessoa não sentir medo de pelo menos alguma coisa, por mais que negue sempre temos nossos monstros vivendo dentro de nós mesmos.
Pensando profundamente, cheguei a conclusão de que somente duas coisas podem me deixar com muito medo. A primeira delas... bem, não vem ao caso agora. A segunda, que é o motivo de estar escrevendo este texto, essa sim tem o poder de me deixar noites sem dormir, de despertar dores profundas em meu estômago e implantar a pior dor de cabeço do mundo em questão de segundos.
O que seria esse medo?
Eu vos digo: eu tenho medo de ficar sem dinheiro.
Calma, não me julguem por fútil ou algo parecido. Sei que a felicidade existe mesmo para aqueles que vivem à mercê da sociedade. Mas vivo em uma situação hoje que muito me preocupa acordar certo dia e descobrir que não tenho nada.
É triste a realidade em que vivemos, onde tudo depende de um pedaço de papel com um valor escrito. Ou pior, onde um número em uma tela eletrônica indica o que você pode fazer e até quando sua liberdade pode continuar.
Já imaginou acordar certo dia e dar-se conta de que você não tem dinheiro para pagar o seu aluguel? Onde você irá morar? E que não tem dinheiro para pagar suas contas? A luz, o gás, a internet... Pior ainda, que não há dinheiro suficiente para um almoço. Quantos dias você aguentaria sem poder comer? E se não tivesse dinheiro para pegar um ônibus? Se suas roupas estivessem velhas e gastas e não pudesse comprar mais?
Tudo bem, coisas materiais. Mas você já reparou que hoje não se tem amigos sem dinheiro? Ou quando você combina de sair com seus amigos, para comer, ver um filme, jogar algum jogo, ou mesmo dar uma volta, nada é gasto? Se você não tem dinheiro, você não pode acompanhar seus amigos nas atividades que mantem suas amizades.
Acredito em amizades verdadeiras, que duram além disso. Amigos que pagam coisas uns para os outros, também. Mas sempre tem que haver a recíproca, não é?
O pior fato de todos: já pensou, além de não ter dinheiro, você morar longe de sua família? Do seu suporte de todas as horas? É. Você não teria como ir até eles, entrar em contato com eles, pedir ajuda.
Julgamentos a parte, este é meu segundo maior medo. Profundo, intenso, de me tirar o sono, fazer meus cabelos caírem e minha idade avançar mais rápido. Talvez seja por isso que muito me perco em filmes como Into the wild, livros do Amyr Klink, histórias de pessoas que vivem um passo a frente da construção de nossa socieda. Mas ao mesmo tempo, acho impossível eu ter uma vida fora do sistema...
Não sei, medos costumam ser confusos e o meu não é diferente.
Uma dica, se quiseres entender melhor o que estou falando, é o filme "O Preço do Amanhã (In time)". Quando o vi, senti meu medo construído na tela de minha televisão.
Sabe como deve se sentir alguém preso a uma jaula, com pouca luz e sem ter o que fazer? É exatamente assim que eu me sentiria se um dia não tivesse dinheiro. Sonhos são lindos, planos podem facilmente ser desenhados. O fato é que a vida de adulto nos traz um desprazer muito grande, e esse desprazer é saber que para realizá-los é sempre preciso alguém para custeá-los..."


Desse trecho "Mas ao mesmo tempo, acho impossível eu ter uma vida fora do sistema..." eu penso que esse é o meu pior medo, acredito que seja o medo que me separa da felicidade real.
E me questiono: o medo move ou imobiliza nossas vidas?
Para refletir...
Excelente crônica!!


Luiz Fernando Zago, blog Também não queria ter um desses. (http://tbnaoqueriaumdesses.blogspot.com.br/)

sábado, 25 de agosto de 2012

Mundo de Idiotas



Sabe quando algum babaca qualquer vem e joga na sua cara que vc não vale nada, mas fica se fazendo de bonzinho?
Sabe quando, depois disso, vc fica se questionando se realmente faz sentido o que a pessoa falou e fica pensando sobre os motivos que a levaram a falar isso?
E sabe quando, após tudo isso, você sente um grande alívio por chegar à conclusão de que realmente é uma pessoa maravilhosa, com qualidades raras - e também seus defeitos comuns e incomuns, como qualquer outro homem -, e fica com raiva de si e da outra pessoa por ter ficado uma semana se corroendo por dentro por cogitar a possibilidade de ser apenas mais um idiota nesse mundo de idiotas, feito esse babaca ali?
Pois é... às vezes acontece. Mas me consola saber que esse tipo de babaca tem mesmo uma grande vida de bosta, enquanto eu tenho uma vida de agradecer a cada dia a D-us por tê-la, por ser tão abençoada.
Obrigado, D-us, por viver e poder ter a convicção de que eu sou uma boa pessoa nesse mundo. Espero que algum dia esse bando de babacas possa ter um gostinho de como é ser assim, pois meu desejo mesmo é que todo ser humano cativasse de uma vida dessa forma.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Noite



Naquela noite escura, de tão bem acompanhado - com quem realmente queria - tão sozinho estava, as lágrimas corriam pelo rosto. Ele havia me abandonado.
O velocímetro alertava: eu estava rápido demais. Meu coração alertava: eu estava rápido demais. Meu peito, agora ofegante, alertava: eu estava rápido demais.
Mas, ora, como não desejaria eu sair dessa situação? Pois queria correr mesmo!
O carro seguia rasgando o vento pela estrada, iluminando a noite que agora era tão sombria.
Dormi.
Acordei.
Por que tanta luz?

- Davi... Eu já esperava por você.
E ele chorou.
 - Durma, meu irmão. Nós vamos te ajudar. - falou aquele ser reluzente.
E dormiu, profundamente, depositando sua fé nessa ajuda.

(Este é o segundo conto de uma série que está sendo publicada no blog. Em breve, os próximos serão lançados, dando continuidade à história. O primeiro você encontra aqui: http://cslucass.blogspot.com.br/2012/08/a-coincidencia-coincidencia.html)

O Odor da Morte

Sou a lama escorrendo sobre seu rosto, manchando-o com o pútrefo odor da morte.
Caio do nada, onde nada há de ser e nada há de viver.
Para que viver?
Hei de sobreviver.
Você vai morrer.
Para que viver?
Você também vai sobreviver.
Vamos morrer.
Estou morto por dentro.
Doença. Raiva. Dificuldades. Sobrevida. Morte. PARA QUE VIDA?
Não há.
Você morrerá.
Não tenho nada, e nada terás.
Sim, eu vou te carregar. Ao nada comigo irás.
Sou a lama sobre seu rosto
O pútrefo odor da morte
Do nada vim e de nada hei realmente de ser, nada viverei
E para isso te levarei: para o nada.
Tens tudo
Eu nada
És tudo
Eu nada
Queres tudo
Eu nada
Podes tudo
Eu nada
Eu, nada.
Tu, tudo
Eu nada.
Tu nada.
Nademos, nessa lama.
E morreremos, juntos nessa ilusão de que só há sobrevida.
Te banho de lama
Morramos.
Estou morto.
Morra também!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Coincidência. Coincidência?



Pedro já estava em seus trinta anos, quando os poucos fios brancos dos vinte já se haviam multiplicado, formando quase mechas brancas em seu cabelo cor de fogo. A pele alva, manchada com as sardas no rosto, já denotava sinais de seu envelhecimento, com algumas rugas - embora as espinhas, as quais sempre o incomodavam, ainda persistissem e podiam dar um ar de jovialidade àquele homem que se aproximava cada vez mais da meia idade. Sua expressão, no entanto, continuava a mesma: inerte, talvez por uns considerada não muito amigável. Era o que seus amigos avaliavam, até conhecer realmente a inércia do rapaz ao vê-lo desmaiar em pleno refeitório da universidade, onde estudava para seu doutorado.
Pê, pê, pê! Pêêê, por favor, Pedro! Acorda!, falava uma amiga em seu ouvido. E, pálida e lentamente, Pedro acordou de sua transitória inércia absoluta. Era a quinta vez que isso acontecia naquele ano.
 - Pedro, tá tudo bem contigo? Como estás se sentindo?
 - Estou bem, Fabi... É como sempre, só estou um pouco sem forças... Não sei mais o que eu faço!
 - Pê, não é possível que os médicos não tenham descoberto ainda o que aconteceu, querido. Tenta ir atrás de algum especialista, não sei... Está cada vez mais frequente esses teus desmaios! Estou preocupada!
Nisso, um amigo do Pedro resolveu intervir:
 - Pedro, eu já comentei contigo que eu sou espírita, não é? Sabe, em muitos casos os quais a ciência não consegue explicações, o espiritismo consegue encontrar uma resposta. Estou preocupado contigo, meu amigo. Como a Fabi falou, é cada vez mais recorrente esse teu desmaio e eu venho percebendo que tens estado estranho ultimamente... Eu compreendo que se não compartilhasse conosco o que está acontecendo direito contigo é porque no momento não te sentes à vontade. Quero dizer que estou aqui para o que precisares e te sugiro que vá a uma casa espírita conhecer o trabalho que lá é realizado e ver se de alguma forma podem te ajudar com isso.
 - Biel, deixa o Pedro, sério... ele precisa é de um especialista! Tem que encontrar a causa desse problema... Não dá para continuar assim.
 - Não, Fabi, realmente eu estou me sentindo diferente... Também não sei o que está acontecendo. Agradeço tuas palavras, biel, mas também não vejo por que visitar o centro espírita... Tu sabes que minha família é católica e, embora eu não seja nenhum praticante, busco viver minha vida respeitando isso. Mas agradeço mesmo tua preocupação e tudo o mais.
 - Tudo bem, Pedro, mas saiba: eu estou sempre aqui, para sempre que for preciso, meu amigo.
 - Eu também, Pê.
 - Obrigado, Biel e Fabi. Obrigado mesmo! Vou ficar um pouco aqui sentado, tomar uma água... Até logo!
E o dia passou tão rápido para o Pedro, foi tudo tão automático, que logo chegou a noite. Ele, em sua cama, pensava sobre o que estava acontecendo. Por que ele andava tão apático - mais que de costume -, a vida parecia não dar prazer, ele não conseguia se concentrar direito em seus estudos, e ainda tinham esses desmaios! O que estava acontecendo? Sempre fora tão saudável, tão de bem com a vida, cheio de amigos... E dormiu, com essa preocupação.
Pedro... Pedro... Pedro! Levanta teus olhos, olha para mim. Quem é você? Nossa, não consigo nem abrir meus olhos direito... de onde vem toda essa luz? Abriu os olhos. Era um moço loiro alto. Asas? Que enormes asas são essas, ele deixou escapar seu pensamento pela boca. Você é um anjo ou algo do tipo? O que quer comigo, questionou preocupado. Meu irmão querido, você está passando por um momento delicado de sua vida, e isso se manifesta com todos esses problemas que vens enfrentando, como os desmaios. Você precisa buscar ajuda. Olhe onde estamos agora: é aqui que deverás vir, onde há quem possa te ajudar. Pedro olhou para cima e viu escrito "C.E. Paz e Luz". Acordou.
Que sonho estranho foi esse? Nossa, como estou molhado... o que foi isso, pensou consigo em voz alta. Levantou-se e foi pegar um copo d'água. Ficou intrigado, mas o sono logo retornou e a ele se rendeu.
Era sábado já, o dia nasceu e o ruivo acordou bem disposto. Tomou seu café-da-manhã e foi logo ao mercado fazer as compras da semana.
 - Ei, Pedro! Pedro!
Era Gabriel (Biel).
 - Oi, meu querido! Tudo certo contigo?
 - Tudo bem, sim. Ei, tenho algo para te dar! - e entregou um folheto.
 - Deixe-me ver... - Pedro ia batendo com os olhos quase sem atenção, quando assustou-se. Ao lado de uma imagem de um anjo com luzes saindo de si, escrito estava "Centro Espírita Paz e Luz".
 - É o centro espírita que minha família frequenta. Pensei em te dar, caso algum dia precises ir lá e eu não esteja por perto para te levar.
 - Obrigado. - falou, sem raciocinar direito, Pedro. Ainda estava assustado com o ocorrido, pois lembrava-se perfeitamente daquelas letras em tom azul escuro escritas na parede branca do templo no qual o anjo apareceu em seu sonho.
 - Viu, já vou lá pagar as compras. Minha filha está em casa com a babá, e não gosto de deixá-la muito tempo sozinha. Fique bem, Pedro!
 - Igualmente, Biel! Até segunda!
E não foi só naquele sábado monótono que o ocorrido ficou em sua cabeça. Durante todo o final de semana, Pedro ficou em sua casa, sentado em seu sofá lendo o livro novo que comprara, tendo agora como marca-páginas o pequeno informativo da casa espírita. Não leu nem dez páginas em dois dias quase inteiros.  Mais olhava para aquele informativo, para a imagem do anjo, para as letras, esse folheto lhe era mais interessante que o próprio livro novo. Não, não pode ser verdade. Estou ficando maluco. É muita coincidência!
Embora a monotonia do final de semana em casa, aliada à intriga dos ocorridos nos últimos dias, não fosse suficiente para tornar pior aquela segunda-feira, ainda assim era uma segunda-feira como todas: desgostosa, que anseia fortemente por preguiça ao acordar. Vontade de continuar sempre na cama, dormindo, lendo, refletindo. Longe de tudo e de todos. Apenas consigo.
Pedro arrumou sua pasta, e colocou entre os livros da universidade o seu novo livro, com o marca-páginas intrigante. Resolveu ir caminhando para o local de estudo, coisa que nunca fazia sem ser de carro - embora entre sua residência e a universidade o trajeto não exigisse mais que quinze minutos de caminhada. Pensativo, caminhava lentamente, olhando para baixo. Ainda o intrigava o que aconteceu. De repente, distraído, confrontou-se com um poste e caiu no chão sem reagir. Nem direito a susto o pobre rapaz teve. Mais um desmaio.
Acordou em uma maca, ao lado de uma mulher desconhecida. Não enxergava ainda muito bem, mas podia ver bem seus seios avantajados e cabelos longos e dourados. Concentrou-se, abriu e fechou os olhos. Uma linda mulher!
 - Pedro, não é? Eu já esperava por você.
Sequer pensou na estranheza do que a mulher havia falado. Distraiu-se por um instante e olhou para o teto: em sua frente estava uma parede branca, com o escrito "C.E. Paz e Luz" em letras azuis escuras. Chorou.
 - Durma, meu irmão. Nós vamos te ajudar. - falou a linda mulher.
E dormiu.

(Este é o primeiro conto de uma série que será publicada no blog. Em breve, os próximos serão lançados, dando continuidade à história.)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O viciado quer a cura.



Queria falar do ódio que sinto por ti. Da única chance que te dei, feito como faço aos demais. Mas tu bate, corta, aperta, sufoca, contorce, estica meu coração. E passa uma, passa duas, passa a terceira vez e não há mais volta: sou viciado em ti. Dá-me a cura. Devolve-me teu amor e permite-me voltar a ser feliz, contigo ou sem ti. Mas ajuda-me... Teu silêncio condena tua alma ao maior pecado - dos quais poucos sábios profetas falaram -,

(A crônica foi abandonada antes de ser finalizada.)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Viver amando.


É triste dedicar muito amor a uma pessoa e ser tão facilmente esquecido e ignorado por ela em um momento breve. Muito triste...
E mais triste ainda é ter a certeza de que pessoas assim serão amadas cada vez menos, e amarão cada vez menos. Um ciclo sem fim de desamor.
E arrisco dizer: sem amor, não há vida - somente sobrevida. 
Eu desejo que quem eu amo viva, e viva feliz, muito!

Jamais rejeite o amor de uma pessoa. Se não é do jeito que desejas, transforme-o - não o perca.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Apenas vá



Meus olhos querem fechar, mas eu não permito. Desde que aquela lágrima, única, solitária, cortante desceu por minha face, não os permito fecharem-se sem antes expor o que sinto.
Em meio a toda minha loucura de ser, viver, relacionar-me, jamais seria capaz de te dizer isso, então escrevo e desejo que nunca leias isto mesmo. Esta poesia é minha, para ti, mas só para mim. Aqui, minha. Para mim. Para ti?

Há aqui um coração machucado
Há um ser por si e entre si desprezado
Há amor ignorado

E não há
Não há verdadeiro amor, ardor, calor,
Onde foi parar o interesse?
Quando mais o mundo ultrapassará o umbigo daqueles que me olham e me desejam?
Pois não me deseje!
Deixe-me, deixe-me em paz com minha loucura, com meu jeito insano e até deprimente - deprimente, mesmo - de ser!

Prefiro a solidão à mentira
Prefiro o vazio à vaga plenitude

Há mais lágrimas caindo...
Cortam ainda mais meu coração que já cansou de sofrer
E que sabe só D-us como ainda pulsa, haja vistas às suas cicatrizes.

Se a vida ainda não te ensinou, aqui passo tua lição:
Não magoes jamais quem não merece ser magoado.
Este coração aqui não merecia de novo ser maltratado...

Mas não há volta.
O que foi, foi. E tu nunca voltarás.
E pois não volte mesmo!
Há coisas na vida as quais a chance é única.
E lá se foi a tua.

Vou aprender a viver sozinho, comigo mesmo.
Ser feliz e gozar da vida...
Quem sabe um dia apareça alguém para compartilhar realmente essa alegria de viver.
Mas já percebi que não serás tu.
 Então vá, vá. Não me incomode, não nos incomode, apenas: VÁ.