domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um sapato, um mistério



Um sapato jogado na rua. Não um par, mas uma simples unidade de sapato. Poderia ser de uma menina que fugia de um desses malandros atualmente comuns nas grandes cidades, ou mesmo de uma velha senhora que o abandonou por machucar seu pé. Um sapato que fatalmente se suicidou do décimo andar do prédio ali perto, ou aquele que a esposa joga para fora do carro ao encontrá-lo no carro do marido sabendo que ele não é seu. Um sapato, simples sapato, abandonado no meio da rua. Sua história, por mais curiosa que possa ser, incógnita é e misteriosa será, até que seu dono venha pegá-lo de volta ou que o lixeiro enterre a esperança dos interessados jogando-o no lixo comum. Ele estava ali por algum motivo e, por mais ou menos incrível que pareça, continuará ou não ali por um propósito do qual poucas pessoas (quem sabe nenhuma) seja capaz de entender. Como o mundo surgiu? Qual o futuro da humanidade? Quem sou eu? Qual a história desse sapato ali, abandonado? Mistérios que frustram alguns, mas alimentam a imaginação dos escritores e dos sonhadores - obrigado D-us por eu não saber de tudo, já que a vida se torna muito mais interessante assim.