sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
A Vida e A Morte
Por vezes, percebo a morte, quando ela passa perto - atingindo amigos, entes queridos, pessoas famosas.
A vida é tão contagiante - e viciante - que só quando me dou por falta da vida de alguém (não eu), cuja presença é importante, é que sinto a existência da morte da carne, da ausência do ser antes cheiroso, tátil, gustativo, visível, audível. Sensível. Amado. Agora, ignorado. Logo, esquecido.
Engraçado é que o vício pela vida muito pouco é questionado. Já o vício pela morte - própria ou alheia - a sociedade sabe bem discriminar.
Será que a vida é tão viciante que, mesmo quando me inundar em morte, me verei vivo ainda? Fica aqui minha curiosidade.
