quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Árvore da Vida



Quando penso na vida, no poder das escolhas e no destino em si, imagino a raiz de uma grande árvore. Inicia única no tronco e se ramifica cada vez mais à medida que avança na terra. E esse avanço é disponibilizado e estimulado pela busca de nutrientes (as oportunidades), que cessam em certo espaço inicial com o tempo e vão sendo ampliados em espaços adjacentes e posteriores também sob a direção temporal. Imagino que, a cada escolha, somos desdobrados em uma, duas ou mais ramificações (dimensões da vida) e não duvido que em outro espaço adjacente à esse tenha um outro Lucas, resultado de uma gama de escolhas diferentes das que eu, esse Lucas, tomou. A vida segue, ramificando-se em vários Lucas, cada vez menos, de acordo com a disponibilidade de nutrientes, até que um dia as oportunidades cessam, e cada Lucas, único, morre, ao seu tempo. E a árvore da vida, depois de esbanjar sua beleza, dar abrigo e sombra a animais e espalhar seus frutos e sementes pela terra, finalmente se recolhe e somente sob forma de seus descendentes (por meio dos frutos e sementes) se eterniza no universo, dando vida terrena a outros nomes para aquele que um dia foi Lucas (não somente este que escreve, mas todos os outros também que seguiram outras oportunidades).