sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Vida e A Morte


Por vezes, percebo a morte, quando ela passa perto - atingindo amigos, entes queridos, pessoas famosas.

A vida é tão contagiante - e viciante - que só quando me dou por falta da vida de alguém (não eu), cuja presença é importante, é que sinto a existência da morte da carne, da ausência do ser antes cheiroso, tátil, gustativo, visível, audível. Sensível. Amado. Agora, ignorado. Logo, esquecido.
Engraçado é que o vício pela vida muito pouco é questionado. Já o vício pela morte - própria ou alheia - a sociedade sabe bem discriminar.
Será que a vida é tão viciante que, mesmo quando me inundar em morte, me verei vivo ainda? Fica aqui minha curiosidade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Amor Perfeito



Constantemente procuramos ou acreditamos viver o amor perfeito.
De fato, cada amor em si é perfeito - mesmo que amor em si não seja, mas só uma paixão ou afeição.
Tudo tem seu momento, cada peça está onde deve estar.
Isso é perfeição. Isso é destino.
E eternas somente são as memórias de tudo que ocorre. O resto, tudo passageiro.
Por isso, longe do romantismo da eternidade do amor de dois apaixonados, mas tampouco perto do realismo de uma paixão de interesses e superficialidade, eis que o amor sempre é perfeito - como já disse o poeta: eterno enquanto dure.

Sobre a Vida



"Sometimes I lay under the moon
And I thank God I'm breathing
Then I pray don't take me soon
Cause I am here for a reason"
One Day, Matisyahu

Fiquei o dia inteiro com uma vontade estranha de chorar e essa música fez cair dos meus olhos algumas lágrimas.
Sabe quando você precisa que alguém lhe toque e diga: "está tudo bem, eu estou contigo"? Então... essa música me fez sentir tocado por D-us. E me faz lembrar "que eu estou aqui por um motivo", jamais vou me esquecer disso.
Há pouco mais de quatro anos, eu realizei um ritual em que firmei uma aliança com D-us: minha vida seria dedicada à vida, pela manutenção da Criação Divina, e Ele me forneceria as oportunidades necessárias para eu cumprir essa promessa. Eu estava no pré-vestibular, não tinha avidez nenhuma em cursar Medicina, conforme era desejo de minha família. Mas, em meu segundo ano de tentativa, eu disse "esse será meu último ano, Senhor, que Sua vontade seja feita" e eu não passei. Mas fiquei tão perto que, em abril de 2010, fui chamado para ingressar no curso. Na verdade, quando vi minha colocação, em janeiro daquele ano, eu já chorei e disse "Obrigado, Senhor. Que assim seja" - eu já sabia que seria chamado.
Por vezes, esqueço-me de quem me colocou onde estou. Esqueço-me - momentaneamente - de quem me estendeu a mão e disse "Lucas, viva". E toda vez que, estando longe de cumprir o prometido, me lembro disso tudo eu fico assim... querendo retornar ao meu caminho.
Experimentei nesses últimos meses uma grande vivência hedônica. Foi ótimo, não nego. Cresci tanto social, moral e espiritualmente! Mas pouco sinto ter contribuído ao que me cerca. Foi como uma jornada solitária, mesmo cercado.
Acredito que experiências como essa são importantes mesmo na vida das pessoas, mas não podem essas preencher um todo de uma vida. Devem ser somente momentos, vivências. O objetivo de vida de cada um com certeza é maior que sua felicidade, prazer, desejos.
Quero retornar imediatamente ao caminho da aliança. Quero retornar e caminhar ao lado dAquele que me fortalece. Devo minha vida em gratidão ao que Ele me proporciona. E assim viverei. Não só sobreviverei sob instinto de meus desejos, prazeres e ilusória felicidade. Viverei em plenitude. Viverei.