segunda-feira, 30 de abril de 2012

A natureza reprimida



Ontem repousei meu olhar no céu estrelado e admirei o lindo tear de luzes na escuridão do além.
Quantas vezes fiz isso ano passado? Uma? Duas?
Maldita rotina, maldito sistema, maldita sociedade que me afastam da minha natureza humana, animal.
Enquanto procuro em coisas terrenas a beleza, é no inalcançável que ela se encontra e, embora inatingível, está ele tão perto... tão perto de se ver, maravilhar-se.
E por que estou aqui a escrever nesse computador - para quem eu não sei - esse desabafo? Por que não me dispo e nu como o homem ancestral me deito na relva e fico a maravilhar-me com a criação do meu Pai?
Há algo que se fundou em mim, que foge do meu controle e me faz dependente dessa sociedade falida, que - como já disseram os sábios - é ocupada em "nascer e morrer".
E agora me pergunto se intercedo a Shiva pela destruição desse velho ser ou a Ganesha pela sabedoria para aceitar minha condição.
Como cheguei aqui e para onde ir?
Sim, eu quero saber.

Amor ao Ego

Há pessoas que passam pela minha vida
Como se estivessem na velocidade da luz
Mal digo "Oi" e já estou falando "Tchau"

Há outras, por outro lado, que ficam para a vida inteira (ou quase isso)
A família, os grandes amigos
Seres maravilhosos que por amor incondicional (ou obrigação sanguinea)
Escolhem compartilhar eternamente um pouco de suas vidas

No meio desses extremos...

Há os bons amigos "tsunami",
Crescem tanto em minha vida
E de repente some sem dar sinal

Há as grandes paixões e os tristes desamores
Pessoas pelas quais meu coração se força a dizer "Adeus"
Quando queria mesmo dizer um "Para Sempre"

Tão triste perder alguém que se ama...
Parece que não há amanhã depois da dor da separação.

Mas a verdade é que um só amor é essencial à vida:
O amor-próprio.

Posso viver sem todas essas outras pessoas
Mas sem o amor a mim mesmo
Ao que sou, acredito e desejo ser
Aos meus sonhos, desejos, ambições
Ao meu corpo tanto quanto minha alma
Só sem esse amor
A vida pode perder seu sentido

E eu, por mais amor que tenha pelos outros
Ou eles tenham por mim
Só sem esse amor
Eu não sou nada.

Porque de todas as pessoas que passam pela minha vida,
A única que eu tenho certeza que me acompanhará para sempre
Sem interrupções, sem desculpas
A única que estará comigo sou eu mesmo.

Sem me amar, não há amor à vida.

Papo de louco

Às vezes me pergunto quem sou e o que faço aqui
Outras indago quem são e o que fazem aqui

Onde estive por todo esse tempo?
E quando me encontrarei finalmente?

Quero paz de espírito
Quero felicidade sem remorso
Quero amor sem ilusão

Estou aqui, sem saber onde estou
Mas estou aqui, e tampouco sei para onde irei

Papo de louco...
Papo de gente
Só não parece tão estranho às vezes quando não é mesmo com a gente

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Cego demais



Às vezes eu me pergunto se não é hora de curtir a vida e deixar para ter um relacionamento sério daqui uns anos, quando houver alguém da minha idade realmente maduro para assumir isso.
Em outras, cego-me pelo amor e paixão.

Devo cerrar os olhos ou abri-los para ser feliz?