sábado, 10 de dezembro de 2011

Memórias



Memórias
Para que existem,
Quando o passado não volta mais?

Memórias
Que lembranças retomam
As boas - e as más, das quais os solitários choram.

Memórias
Agora choro ao lembrá-las
E esse vazio que não se preenche, o que fazer?

Memórias
Inertes quando nosso presente é valioso
Lanças afiadas quando o agora parece nada valer.

Memórias
Como usá-las a seu favor?

Memórias
Devo preocupar-me com elas?

Memórias.
Só memórias.
Eu vivo o hoje, vivo o agora.

Mas as memórias...
Choro ao lembrá-las, agora
Mas sei que outrora - logo, espero - inertes serão.