Memórias
Para que existem,
Quando o passado não volta mais?
Memórias
Que lembranças retomam
As boas - e as más, das quais os solitários choram.
Memórias
Agora choro ao lembrá-las
E esse vazio que não se preenche, o que fazer?
Memórias
Inertes quando nosso presente é valioso
Lanças afiadas quando o agora parece nada valer.
Memórias
Como usá-las a seu favor?
Memórias
Devo preocupar-me com elas?
Memórias.
Só memórias.
Eu vivo o hoje, vivo o agora.
Mas as memórias...
Choro ao lembrá-las, agora
Mas sei que outrora - logo, espero - inertes serão.
