sábado, 31 de dezembro de 2011

O Encontro

Acredito completamente na energia que flui sobre nós. Invisível, mas impactante, presente e sensorial.
Recentemente tive a experiência de me envolver em uma noite com alguém desconhecido. Como em outras vezes, não sabia o que esperar. Mas foi esta uma experiência diferente: quando fui iniciar a conversa, senti algo diferente. Senti interesse mais que físico ou sexual, algo mais sinérgico, que se completa, se funde e não só reformula, mas cria. Sim, eu fiquei realmente interessado.
Não quis esperar e concretizei um beijo. Mas nunca isso foi tão mais que um simples beijo. Fora uma experiência completamente energética, e eu não só sentia, mas via isso. Uma onda de energia fluia do meu corpo e inundava o de quem eu beijava. E outra onda fluia desse ser e invadia o meu. E esse fluxo era tão criador, tão forte, que ambos expandimo-nos e a experiência tornava-se maravilhosa. Cada segundo, cada minuto se transformava em horas as quais eu não desejava que acabassem.  Não havia disputa de quem seria o vencedor de uma guerra de energias, mas sim a completa doação entre nós e para com o universo. Quanto mais dava, mais recebia e mais se criava. Um fluxo que só teve fim, pois a festa acabara e a noite, então, se encerrara.
E tudo que fora naquela noite construído, dissipou-se na energia destruidora do dia-a-dia, nos sentimentos negativos que intrínsecos são à alma humana, nas relações de poder em que não há troca de energias, mas o roubo coletivo delas. Assim, a cada dia em que o poder destrutivo da vida nesse mundo se manifesta, mais falta faz a energia criadora que pouco se faz presente todos os dias, mas que naquela noite fora real, forte e inesquecível. E mesmo com quem vivi aquele momento maravilhoso no dia-a-dia a força destrutiva perseverou, embora a cada dia eu me alimentasse da esperança em falar com esse ser e de novo nos encontrarmos. E o que mais me consome agora é a necessidade de novamente viver algo tão criador, divino, energético, maravilhoso como foi aquela noite. O que me consome é a necessidade de saber onde, como, com quem viver essa experiência novamente e quando conseguirei, pois minha alma anseia por criação.
Meu maior objetivo, então, é ficar atento para a oportunidade que surgir, pois não vou querer deixá-la escapar. Quero mais momentos inesquecíveis em minha vida, e mais amor para minha alma. E eu vou me encontrar. E eu vou te encontrar. E quando nos encontrarmos, tudo se criará novamente.

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Volta

"Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo que eu queria fazer"

E hoje eu resolvi voltar
Retornar a quem de fato eu devo ser

Labirinto




Olho para trás
E percebo que já conheço esse caminho
Mudam os rostos, os nomes
Mas minha sina permanece

Sinto-me num labirinto
Seguindo vários rumos,
Contudo sempre esbarrando no mesmo muro
Que me impede de seguir adiante

Há algo errado

E por mais dolorido que seja reconhecer
Sei que não são esses diferentes rostos, nomes
Que adentram cada um em sua hora em minha vida
Mas "eu" faço, sou, ou sinto algo errado
E o muro do labirinto acaba sempre me encontrando
Ou eu encontrando o muro do labirinto.

Esse tal de destino não é fácil de tolerar
Como não querer por perto
Pessoas tão dignas de amor, afeto?

Eu sei, hei de superar
Mas como tomar um caminho diferente
Para no mesmo muro não esbarrar?

Eu admito, quero me encantar
Achar um amor verdadeiro
E nele me libertar.

Não desejo uma vida vulgar
Há aqui dentro um ser amoroso, carente de afeto
E contra ele não irei lutar.

Onde devo estar?
Onde irei ficar?

Com quem devo estar?
Com quem irei ficar?

Labirinto...
Triste destino que permeia minha vida
Maldito muro que impede meu avanço
Obstáculo à minha plena felicidade
Motivo de eu continuar cercado de pessoas
E mesmo assim solitário em meus sentimentos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Memórias



Memórias
Para que existem,
Quando o passado não volta mais?

Memórias
Que lembranças retomam
As boas - e as más, das quais os solitários choram.

Memórias
Agora choro ao lembrá-las
E esse vazio que não se preenche, o que fazer?

Memórias
Inertes quando nosso presente é valioso
Lanças afiadas quando o agora parece nada valer.

Memórias
Como usá-las a seu favor?

Memórias
Devo preocupar-me com elas?

Memórias.
Só memórias.
Eu vivo o hoje, vivo o agora.

Mas as memórias...
Choro ao lembrá-las, agora
Mas sei que outrora - logo, espero - inertes serão.

sábado, 3 de dezembro de 2011