quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sorte de viver contigo

Eu gostaria de querer meu coração só para mim.
Mas algo aqui dentro sempre pede, deseja, ordena que eu dê meu coração a outrem.
Antes quisesse meu coração quem eu, com carinho, dou.
Mas parece que minha sina é que isso comigo nunca aconteça.

Como é triste ter algo tão enorme e valioso para dar
- E ninguém querer aceitar com igual afeto.

Como é triste ter coisas outras tão fúteis, para uns atrativas
- E somente por essas meus amores se interessarem.

Quando me olho no espelho não vejo beleza, poder.
Vejo, pois, carinho, amor, afeto, dedicação.

Por que há de os outros se interessarem por algo que não me importa se é agradável ou não; conquanto desejem o que há aqui dentro do meu peito, manifesto em meu carinhoso olhar, satisfeito sorriso, mãos afetuosas, abraço apertado, beijo inesquecível - alguém para amar, por completo?

Por isso digo que não valho por uma noite.
Sou daqueles que só fazem sentido e só se tornam valiosos quando há tempo de relacionamento.
Por que, então, só me querem por uma noite?

Hei de viver sempre nessa sina
- Ou morrer sozinho, sem ninguém, sem emoção - tampouco razão.

Mas viver assim não é viver.
Então prefiro continuar minha busca...
Dar amor a todo aquele que com carinho meu coração sentir desejo.
E se a sorte me for dada a achar alguém que me ame tanto quanto eu o faço
- Que eu viva acompanhado, contigo, com emoção - e razão, e muito, muito amor.